Fazia 9 meses desde que eles se conheceram. Ela queria revê-lo para se despedir. Havia tomado a decisão de fazer dele um amigo com o tempo. Primeiro era necessário não sentir mais tudo aquilo. Ela o amava.
Eles se falavam regularmente e estavam tentando marcar um encontro há algumas semanas, mas os horários não batiam. Ela queria dizer tudo que sentia e dizer que precisava de um tempo sem vê-lo para deixar aquilo tudo passar definitivamente. Não porque amá-lo não fosse uma sensação deliciosa, mas porque eles nunca passavam daquele lugar e ela queria uma relação com ele.
Ele sempre jogou limpo com ela. Talvez devesse tê-la deixado ir embora, mas ela sempre voltava também. Os dois tinham se metido naquela situação. Não era culpa de ninguém. Eles realmente se gostavam muito, mas depois de 9 meses sem chegar a lugar algum era muito provável que eles não fossem chegar a lugar algum nunca. Por isso ela havia decidido que mesmo o adorando e querendo que ele ficasse na vida dela pra sempre, isso teria que ser de outra maneira.
Uma noite eles se encontraram. A noite foi ótima e eles acabaram juntos uma vez mais. Era uma noite normal de dia de semana. E era sempre tão confortável estar com ele, na casa dele e com os amigos. Era tudo tão familiar a ela. Eles se amavam ainda. Ou será que não passava de uma ilusão nesse ponto? Não...não. Eles ainda se amavam. E quando ela foi embora, ela não conseguiu dizer o que queria. Ele também parecia não dar espaço pra isso. Talvez pra ele também fosse difícil deixá-la se afastar, não só por gostar muito dela, mas porque ela era de certa forma alguém que tinha estado aquele ano todo ali. Talvez porque ele quisesse muito estar com ela e só não aceitava isso porque era teimoso e imaturo. Talvez ele fosse se arrepender um dia, ou talvez, simplesmente, ele não sentisse isso por ela de verdade.
Então, ela reuniu a coragem que faltava e disse: eu preciso de um tempo longe de você se você não vai querer estar comigo. Preciso deixar o que a gente tem no presente e levar pra frente só o carinho e a amizade. Você conquistou uma vaguinha na minha vida permanentemente. Eu te disse que você era um cara de sorte e você é. Eu amo você e isso é muito real pra mim, mas se você não quer estar comigo, então é hora. Eu preciso disso pra daqui a um tempo, quando você estiver pronto pra se relacionar de novo e eu te encontrar um dia com a namorada nova, não ser doloroso pra mim. Preciso disso pra seguir em frente de verdade. Eu te vejo daqui a um tempo. Fica bem. E quando for a hora a gente vai saber.
Um beijo.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Para sorrir mais dias
Descobri, eu acho, uma maneira pra mandar os bodes que nos atormentam de vez em quando (se você é uma pessoa normal e não vive num mundo controlado pelo Prozac, você também tem seu maus momentos). Na verdade, descobri algumas formas de mandar seu bode pessoal circular em outra área. Vamos às dicas:
1 - Essa é simples. Coloque seu ipod e vá correr (no Rio, faça-o na Lagoa ou na praia; em São Paulo, escolha um dos parques). Quando terminar, desligue o ipod, sente e olhe em volta. Escute as pessoas falando, os barulhos do lugar que você estiver. Tome um banho demorado, abra um vinho branco gelado (nesse calor não rola vinho tinto) e faça o que você quiser. Não esqueça de colocar música.
2 - Para quem puder, viaje. Vá a Nova York. Chegando lá, pegue o metrô até a Penn Station e desça a 5a Avenida até chegar no Central Park. Eu sugiro ipod e som rolando até o parque, mas ouvi dizer que a gente precisa de vez em quando parar e ouvir as coisas a nossa volta. Caminhe pelo parque, brinque com um esquilo, veja os cães gringos que pulam e pegam discos e se jogam na água atrás dos mesmos.
3 - Ainda nas viagens, vá a Buenos Aires e se largue pelas ruas. A cidade é ótima e é impossível ficar emburrado por lá. Beba um bom vinho, coma um bife de chorizo (eu particularmente não gosto, mas vale conhecer) e passeie pelo Caminito. Saia para uma balada às 2h da manhã e só volte pro hotel às 8h (tem uma Pacha lá. Recomendo seriamente).
4 - De volta às coisas simples, chame alguns amigos pra sua casa, coloque uma boa música, sirva alguns petiscos e bebidas. E quando todos forem embora, tome um banho e vá dormir sem arrumar nada.
5 - Acorde cedo, vá passear. Qualquer lugar serve. Veja obras de arte, gente na rua. Vá sem música e observe a cidade (toda cidade tem uma vida própria). Volte pra casa, deite no sofá com um livro e desconecte-se do mundo à sua volta. Não atenda o telefone, nem a campainha.
6 - Essa é a última que me vem à cabeça no momento. É gorda, mas pra fazer uma vez na vida vale: coloque um filme bom ou algo que você goste de assistir, pegue um pacote de 1kg de M&M, enfie sua mão inteira no pacote e pegue quantos vierem. E sugestão, não o coma de uma vez só.
1 - Essa é simples. Coloque seu ipod e vá correr (no Rio, faça-o na Lagoa ou na praia; em São Paulo, escolha um dos parques). Quando terminar, desligue o ipod, sente e olhe em volta. Escute as pessoas falando, os barulhos do lugar que você estiver. Tome um banho demorado, abra um vinho branco gelado (nesse calor não rola vinho tinto) e faça o que você quiser. Não esqueça de colocar música.
2 - Para quem puder, viaje. Vá a Nova York. Chegando lá, pegue o metrô até a Penn Station e desça a 5a Avenida até chegar no Central Park. Eu sugiro ipod e som rolando até o parque, mas ouvi dizer que a gente precisa de vez em quando parar e ouvir as coisas a nossa volta. Caminhe pelo parque, brinque com um esquilo, veja os cães gringos que pulam e pegam discos e se jogam na água atrás dos mesmos.
3 - Ainda nas viagens, vá a Buenos Aires e se largue pelas ruas. A cidade é ótima e é impossível ficar emburrado por lá. Beba um bom vinho, coma um bife de chorizo (eu particularmente não gosto, mas vale conhecer) e passeie pelo Caminito. Saia para uma balada às 2h da manhã e só volte pro hotel às 8h (tem uma Pacha lá. Recomendo seriamente).
4 - De volta às coisas simples, chame alguns amigos pra sua casa, coloque uma boa música, sirva alguns petiscos e bebidas. E quando todos forem embora, tome um banho e vá dormir sem arrumar nada.
5 - Acorde cedo, vá passear. Qualquer lugar serve. Veja obras de arte, gente na rua. Vá sem música e observe a cidade (toda cidade tem uma vida própria). Volte pra casa, deite no sofá com um livro e desconecte-se do mundo à sua volta. Não atenda o telefone, nem a campainha.
6 - Essa é a última que me vem à cabeça no momento. É gorda, mas pra fazer uma vez na vida vale: coloque um filme bom ou algo que você goste de assistir, pegue um pacote de 1kg de M&M, enfie sua mão inteira no pacote e pegue quantos vierem. E sugestão, não o coma de uma vez só.
domingo, 18 de outubro de 2009
Desencontros de todos nós
Há muito tempo longe daqui. Conheci uma história esses dias que me fez pensar nas minhas histórias, nos muitos desencontros que experimentamos, nos corações partidos tantas vezes que chega um ponto em que você começa a se convencer de que é melhor não ter um; seria melhor não sentir nada. Pra que sentir quando não leva a lugar algum?
A história é a seguinte: duas pessoas se conhecem na época da faculdade. Ela namora um amigo dele; ele é amigo de uma amiga dela e eles acabam ficando amigos. Os anos se passam, eles se encontram em algumas ocasiões e um dia ficam. A coisa não evolui, porque ele não quer nada sério e acha melhor eles pararem por ali. Um ano depois eles ficam de novo, saem mais algumas vezes e dessa vez ele quer. Dessa vez ele gosta dela. Mas ela não. Ela quer ser só amiga dele e acha melhor eles pararem por ali. Mais um tempo passa, eles ficam de novo. Ela continua não querendo nada mais e diz mais uma vez a ele que é melhor eles pararem por ali. Agora seis meses se passam e lá estão os dois, numa noite qualquer, juntos outra vez. Ela quer ficar com ele; sempre gostou dele, isso não era a questão. A questão é que agora ela quer estar com ele de novo, como da primeira vez que eles ficaram. Ele não. Ele acha melhor eles pararem por ali.
A história é a seguinte: duas pessoas se conhecem na época da faculdade. Ela namora um amigo dele; ele é amigo de uma amiga dela e eles acabam ficando amigos. Os anos se passam, eles se encontram em algumas ocasiões e um dia ficam. A coisa não evolui, porque ele não quer nada sério e acha melhor eles pararem por ali. Um ano depois eles ficam de novo, saem mais algumas vezes e dessa vez ele quer. Dessa vez ele gosta dela. Mas ela não. Ela quer ser só amiga dele e acha melhor eles pararem por ali. Mais um tempo passa, eles ficam de novo. Ela continua não querendo nada mais e diz mais uma vez a ele que é melhor eles pararem por ali. Agora seis meses se passam e lá estão os dois, numa noite qualquer, juntos outra vez. Ela quer ficar com ele; sempre gostou dele, isso não era a questão. A questão é que agora ela quer estar com ele de novo, como da primeira vez que eles ficaram. Ele não. Ele acha melhor eles pararem por ali.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
On a break
Talvez nem todos vivam esse momento. Aliás, com certeza não é todo mundo que vive esse momento. Algumas pessoas encontram o amor da sua vida no primeiro semestre da faculdade. Outras vivem um milhão de experiências até que um dia...puff...aquele frio na barriga deixa de acontecer. Claro que isso não é uma coisa permanente (ou pelo menos eu espero que as pessoas não percam a habilidade de se apaixonar pra sempre), mas acontece. Aquelas muitas paixonites deixam de existir e não porque se esteja esperando algo maior, mas simplesmente porque não ocorrem mais do mesmo jeito. As pessoas param de ter aquele efeito, de causar tanta emoção.
Pode ser um mecanismo de defesa ou simplesmente uma pausa. Há quem se torne uma pessoa amargurada nessa fase e não queria ouvir falar de relacionamentos. Mas há também quem continue achando gostoso ouvir histórias sobre relacionamentos, chorar com os filminhos bobos e ainda assim não estar no momento de vivenciar aquilo tudo.
Então, tira-se um tempo. Um tempo pra pensar sobre a vida, pra sentir outras coisas, pra se cercar dos amigos e da família. Tira-se um tempo pra conhecer a liberdade de não estar apaixonado e analisar tudo isso minunciosamente.
E deixamos o tempo passar..
Pode ser um mecanismo de defesa ou simplesmente uma pausa. Há quem se torne uma pessoa amargurada nessa fase e não queria ouvir falar de relacionamentos. Mas há também quem continue achando gostoso ouvir histórias sobre relacionamentos, chorar com os filminhos bobos e ainda assim não estar no momento de vivenciar aquilo tudo.
Então, tira-se um tempo. Um tempo pra pensar sobre a vida, pra sentir outras coisas, pra se cercar dos amigos e da família. Tira-se um tempo pra conhecer a liberdade de não estar apaixonado e analisar tudo isso minunciosamente.
E deixamos o tempo passar..
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Pra vida toda
Às vezes é importante dar um tempo de tudo pra tentar organizar as idéias, os sentimentos e os objetivos. Ter muitos amigos é ótimo, mas em geral te insere num turbilhão de acontecimentos e torna mais difícil dar aquela respirada pra tomar perspectiva das situações. E quando nos acostumamos a ter todos os nossos amigos em volta praticamente o tempo todo, é estranho ficar sozinha.
Mas a coisa sobre os amigos é que, com o passar dos anos, você conhece mais e mais os defeitos. É claro que todo mundo tem; seres humanos são cheios de defeitos (e de qualidades também, eu sei). Mas quando é seu amigo de verdade, alguém que você realmente ama, você acha uma forma de lidar com aquilo que te incomoda porque você quer aquela pessoa na sua vida. É como um relacionamento, um casamento. Você encontra um jeito de conviver com as manias que te incomodam; aprende a respeitar o espaço do outro, ainda que você saiba que pode dar sua opinião sobre qualquer assunto; guarda pra si uma meia dúzia de coisas que você pensa, porque certas coisas não precisam ser ditas e só trazem mágoa e nada mais.
Amigos de verdade, aquelas que trazemos conosco ao longo da vida e estão lá depois de 20, 30 anos, são raros porque pra manter um relacionamento tão longo há que se ter admiração, amor, respeito, mas principalmente, uma boa dose de paciência com as falhas do outro.
Mas a coisa sobre os amigos é que, com o passar dos anos, você conhece mais e mais os defeitos. É claro que todo mundo tem; seres humanos são cheios de defeitos (e de qualidades também, eu sei). Mas quando é seu amigo de verdade, alguém que você realmente ama, você acha uma forma de lidar com aquilo que te incomoda porque você quer aquela pessoa na sua vida. É como um relacionamento, um casamento. Você encontra um jeito de conviver com as manias que te incomodam; aprende a respeitar o espaço do outro, ainda que você saiba que pode dar sua opinião sobre qualquer assunto; guarda pra si uma meia dúzia de coisas que você pensa, porque certas coisas não precisam ser ditas e só trazem mágoa e nada mais.
Amigos de verdade, aquelas que trazemos conosco ao longo da vida e estão lá depois de 20, 30 anos, são raros porque pra manter um relacionamento tão longo há que se ter admiração, amor, respeito, mas principalmente, uma boa dose de paciência com as falhas do outro.
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