domingo, 18 de outubro de 2009

Desencontros de todos nós

Há muito tempo longe daqui. Conheci uma história esses dias que me fez pensar nas minhas histórias, nos muitos desencontros que experimentamos, nos corações partidos tantas vezes que chega um ponto em que você começa a se convencer de que é melhor não ter um; seria melhor não sentir nada. Pra que sentir quando não leva a lugar algum?

A história é a seguinte: duas pessoas se conhecem na época da faculdade. Ela namora um amigo dele; ele é amigo de uma amiga dela e eles acabam ficando amigos. Os anos se passam, eles se encontram em algumas ocasiões e um dia ficam. A coisa não evolui, porque ele não quer nada sério e acha melhor eles pararem por ali. Um ano depois eles ficam de novo, saem mais algumas vezes e dessa vez ele quer. Dessa vez ele gosta dela. Mas ela não. Ela quer ser só amiga dele e acha melhor eles pararem por ali. Mais um tempo passa, eles ficam de novo. Ela continua não querendo nada mais e diz mais uma vez a ele que é melhor eles pararem por ali. Agora seis meses se passam e lá estão os dois, numa noite qualquer, juntos outra vez. Ela quer ficar com ele; sempre gostou dele, isso não era a questão. A questão é que agora ela quer estar com ele de novo, como da primeira vez que eles ficaram. Ele não. Ele acha melhor eles pararem por ali.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

On a break

Talvez nem todos vivam esse momento. Aliás, com certeza não é todo mundo que vive esse momento. Algumas pessoas encontram o amor da sua vida no primeiro semestre da faculdade. Outras vivem um milhão de experiências até que um dia...puff...aquele frio na barriga deixa de acontecer. Claro que isso não é uma coisa permanente (ou pelo menos eu espero que as pessoas não percam a habilidade de se apaixonar pra sempre), mas acontece. Aquelas muitas paixonites deixam de existir e não porque se esteja esperando algo maior, mas simplesmente porque não ocorrem mais do mesmo jeito. As pessoas param de ter aquele efeito, de causar tanta emoção.
Pode ser um mecanismo de defesa ou simplesmente uma pausa. Há quem se torne uma pessoa amargurada nessa fase e não queria ouvir falar de relacionamentos. Mas há também quem continue achando gostoso ouvir histórias sobre relacionamentos, chorar com os filminhos bobos e ainda assim não estar no momento de vivenciar aquilo tudo.
Então, tira-se um tempo. Um tempo pra pensar sobre a vida, pra sentir outras coisas, pra se cercar dos amigos e da família. Tira-se um tempo pra conhecer a liberdade de não estar apaixonado e analisar tudo isso minunciosamente.
E deixamos o tempo passar..

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pra vida toda

Às vezes é importante dar um tempo de tudo pra tentar organizar as idéias, os sentimentos e os objetivos. Ter muitos amigos é ótimo, mas em geral te insere num turbilhão de acontecimentos e torna mais difícil dar aquela respirada pra tomar perspectiva das situações. E quando nos acostumamos a ter todos os nossos amigos em volta praticamente o tempo todo, é estranho ficar sozinha.
Mas a coisa sobre os amigos é que, com o passar dos anos, você conhece mais e mais os defeitos. É claro que todo mundo tem; seres humanos são cheios de defeitos (e de qualidades também, eu sei). Mas quando é seu amigo de verdade, alguém que você realmente ama, você acha uma forma de lidar com aquilo que te incomoda porque você quer aquela pessoa na sua vida. É como um relacionamento, um casamento. Você encontra um jeito de conviver com as manias que te incomodam; aprende a respeitar o espaço do outro, ainda que você saiba que pode dar sua opinião sobre qualquer assunto; guarda pra si uma meia dúzia de coisas que você pensa, porque certas coisas não precisam ser ditas e só trazem mágoa e nada mais.
Amigos de verdade, aquelas que trazemos conosco ao longo da vida e estão lá depois de 20, 30 anos, são raros porque pra manter um relacionamento tão longo há que se ter admiração, amor, respeito, mas principalmente, uma boa dose de paciência com as falhas do outro.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Já dizia o poeta...ou não.

Saber lidar com as situações e algumas adversidades é necessário para se manter de pé e de bom humor. E manter o bom humor é imprescindível para manter a sanidade e não achar que as pessoas são todas irritantes e fazem tudo errado. Uma coisa leva a outra.
Para pessoa que vêem o mundo em tons de cinza, algumas respostas não encontram simplesmente num sim ou num não. Há toda uma elaboração, um balanceamento entre prós e contras e as considerações finais. Mas no fim das contas, é tudo sobre valer a pena ou não.
Vale a pena sacrificar o próximo beijo em prol de uma balada? Vale a pena perder o amigo em prol da piada (ou qualquer outra coisa)? Vale a pena abrir mão de uma pessoa por outra? Vale a pena comprar um apartamento ao invés de conhecer o mundo inteiro antes de morrer? Vale a pena não comer aquele pedaço de pizza para tentar ser uma aspirante a modelo anoréxica?
Às vezes penso que a vida poderia se desenrolar sem que tivéssemos o trabalho e o risco de tomar decisões. Mas aí também, que graça teria? A surpresa é necessária para se manter o interesse nas situações. Contudo, não é preciso se afogar em instabilidade para se sentir satisfeito. Um pouquinho de segurança não faz mal a ninguém. O que leva a uma outra questão: o que representa segurança para cada um?

terça-feira, 28 de julho de 2009

De lá e de cá

Quatro dias de céu cinza em São Paulo. Ou seriam cinco? Céu cinza, garoa e frio, agora já não tão medonho quanto no fim de semana. E eu ainda assim, amo essa cidade. Mas confesso que nesses dias brancos que se transformam em semana, sinto falta de ver o céu azul do Rio.
Daí só pra olhar de vez em quando, coloquei o Rio no meu desktop, assim: